terça-feira, 4 de maio de 2010

2º bimestre
Os primeiros habitantes de um lugar que se chamaria Brasil.
Os Índios no Brasil: miscigenação e escravidão
As muitas pesquisas em sítios arqueológicos brasileiros indicam que a presença humana em nosso território é bastante antiga. Os primeiros vestígios datam de 48 mil anos atrás, e foram encontrados em São Raimundo Nonato, no interior do Piauí. Isso significa que a presença humana no Brasil já era forte muito antes da chegada dos portugueses.
Quando os europeus chegaram em nossas terras, o choque cultural entre dois povos tão diferentes é algo quase inimaginável para nós, atualmente. Os portugueses eram profundamente católicos e vinham de um país de tradições e costumes bastante rígidos. Encontram nas praias recém-descobertas homens de pele mais escura, mas não tão escura como a dos africanos; homens e mulheres que viviam seminus, em tabas e ocas que os portugueses não poderiam chamar de casas; um povo que não conhecia o Deus cristão e vivia segundo hábitos e costumes completamente diversos, para quem a riqueza do ouro e da prata era desconhecida e nada significava.
Se, a princípio, os contatos entre nativos e portugueses foram amistosos, não demorou muito até que os “conquistadores” tentassem pôr em prática suas intenções reais. Como Portugal se considerava proprietária das terras descobertas, e tinha direito de explorar as riquezas nelas contidas, os índios eram na verdade um empecilho para o projeto colonizador português. Era preciso educá-los na fé cristã, para que esta se fortalecesse no mundo e para que os costumes fossem os mesmos entre nativos e europeus. Além disso, era preciso vestir os nativos, ensinar-lhes o português, fazê-los trabalhar, enfim: civilizar aquele povo que parecia ter sido esquecido por Deus. O grande interesse dos conquistadores era a utilização dos nativos como mão-de-obra para os trabalhos cotidianos; assim, uma série de costumes dos índios parecia aos portugueses completamente sem sentido: o nomadismo, o fato de que não havia propriedade privada entre eles, ou uma hierarquia de poder, os rituais religiosos e as práticas de antropofagia. Essas diferenças inquietavam os portugueses, e serviram como base para que eles classificassem os costumes do povo a ser colonizado em três categorias: inocentes, bárbaros ou diabólicos.

Classificar os hábitos e costumes dos indígenas foi a maneira que os portugueses encontraram para integrá-los ao seu próprio modo de ver o mundo; dessa forma, os portugueses conseguiram encaixar aquilo que parecia tão incompreensível dentro da sua própria realidade. Assim, os nativos eram vistos como bárbaros a serem civilizados, enquanto que o Novo Mundo, pela natureza exuberante, era visto como o Paraíso.
À medida em que os portugueses avançavam na apropriação das terras, aumentavam os conflitos co os indígenas. Afinal, para os colonizadores, os índios deveriam ser utilizados para o trabalho. A primeira forma de conseguir isso foi o escambo: os portugueses trocavam utensílios, roupas, ferramentas, adereços e outras peças pelos mais diversos serviços, como cortar e extrair do pau-brasil o pó avermelhado que era utilizado para tintura.
Porém, o trabalho dependia da vontade dos índios para o trabalho. Além disso, nem todas as tribos foram receptivas aos colonizadores: muitas organizaram ataques contra os portugueses ou fugiram do litoral. Esses ataques impeliram os europeus a descobrir uma excelente alternativa para o problema da mão-de-obra: os índios feitos prisioneiros eram transformados em escravos. Essa prática recebeu o nome de “Guerra Justa”, e condenava à escravidão todos os índios que se colocassem contra os portugueses ou contra a doutrina cristã. Aqueles nativos contra os quais se guerreava eram, para os colonizadores, os inimigos. Os nativos que aceitavam a entrada dos invasores e de clérigos e auxiliavam a dominação eram os aliados. Havia também as tribos que permitiam serem deslocadas de suas terras originais para as missões, locais onde os índios eram catequizados pelos padres jesuítas. Estes nativos eram conhecidos como aldeados.
Estabeleceu-se também uma forte oposição entre clérigos e colonizadores laicos. Os primeiros organizavam as missões e as reduções: nelas, os índios eram educados de acordo com os padrões europeus e trabalhavam com agricultura e pastoreio. Porém, aos colonos, interessava muito mais a guerra contra os indígenas, pois esta prática garantia a obtenção de escravos. Assim , eles faziam todo o possível para restringir o trabalho dos jesuítas. Essa oposição esteve fortemente presente durante quase todo o período colonial. Porém, apesar dela, os colonizadores justificaram sua ação sobre o Novo Mundo e seus habitantes dizendo que estavam construindo naquele lugar esquecido o projeto divino da salvação das almas de todos os homens. Assim, era possível ao mesmo tempo construir um rico império colonial e ser um defensor da fé cristã. Os dois objetivos eram fundamentais para os países ibéricos (Portugal e Espanha).
Naturalmente, é preciso ver a relação entre portugueses e indígenas sob as duas óticas. Afinal, há muito de positivo nas trocas culturais e nesse encontro entre dois mundos, para ambos os lados. Não podemos fazer dos portugueses os grandes vilões da História e dos índios suas vítimas inocentes. Nenhum dos lados foi totalmente bom ou totalmente mau, pois o ser humano não consegue ser apenas uma coisa ou outra. Somos uma mistura de coisas boas e más, e as situações históricas refletem isso. Não há, em momento nenhum da História, bandidos ou mocinhos, algozes ou vítimas. Muito provavelmente o uso de tanta violência contra os indígenas e a imposição de uma nova cultura poderiam ter sido evitados; porém, o Brasil que temos hoje, com tribos indígenas e seus costumes praticamente em extinção, é resultado da miscigenação que começou nesse encontro.


Fonte:www.bussolaescolar.com.br/enciclopedias.htm

terça-feira, 27 de abril de 2010


Uma Selva de pedra




Problemas ambientais
Sabe-se atualmente que as cidades - sobretudo grandes áreas urbanas - criam seus próprios microclimas. Isso ocorre por causa da grande extensão da superfície de certos materiais comuns nas cidades, tais como concreto, asfalto e cimento, que originam ilhas de calor. Esses materiais retêm parte significativa da energia solar, fazendo com que o local possua uma temperatura média mais alta do que as áreas rurais que a cercam. As grandes metrópoles chegam a registrar gradientes de temperatura superiores a 10°C entre os bairros de subúrbio e a sua área central.
A maioria das grandes cidades enfrentam um grande problema ambiental: a poluição atmosférica. Algumas cidades geram tanta poluição que o ar acaba por tornar-se saturado de materiais exógenos, criando uma névoa espessa, de cor acinzentada denominada smog.
A poluição atmosférica, gerada pelas indústrias e veículos motorizados, é uma séria ameaça à saúde dos habitantes de um dado lugar, sendo responsável pela deflagração de inúmeros problemas como alergias, doenças respiratórias, cardiopatias, stress, entre outros. Os problemas decorrentes da má qualidade do ar se agravam principalmente durante os meses do inverno, devido a presença de um fenômeno conhecido como inversão térmica, que dificulta a dispersão dos poluentes.
Leis anti-poluição podem regular as emissões de gases poluentes das fábricas e veículos automotores, sendo uma possível solução quanto à esse problema. Um sistema de transporte público urbano desenvolvido também é outra opção, em relação à construção de vias públicas de alta capacidade tais como vias expressas, diminuindo o trânsito de veículos nas vias já existentes.
Esgotos e efluentes industriais continuam a poluir muitos rios, lagos, aquíferos e zona costeiras. Isso pode causar danos à fauna e flora local, tais como mangues e praias. A poluição, além disso, impossibilita, ou torna problemática, a utilização de praias como áreas de recreação, como é o caso de alguns setores da cidade do Rio de Janeiro.
O lixo é outro grande problema. Várias cidades tem dificuldades em livrar-se adequadamente de seu lixo. A quantidade de lixo que vai para os aterros sanitários cresce com o tempo, e acumula-se com rapidez, enquanto que incineradores geram poluição atmosférica. Lugares disponíveis para a disposição do lixo estão cada vez mais difíceis de se encontrar, devido à oposição de moradores próximos e de ambientalistas (princípio NIMBY).

terça-feira, 6 de abril de 2010







Sherlock Holmes






Houve uma época que algum inglês, possivelmente desocupado ou excêntrico, relacionou as três personalidades mais conhecidas do mundo: Papai Noel, Mickey Mouse e Sherlock Holmes. Não me perguntem qual o critério ou a finalidade da escolha, mas o curioso que se trata de duas personalidades ficcionais e uma do imaginário religioso-popular. Mesmo sem acreditar em Papai Noel, fica difícil não acreditar na vitalidade de Sherlock, um dos raros personagens da literatura que virou substantivo em vários idiomas ― como sinônimo de detetive.Ele faz sucesso há pelo menos 120 anos, desde que seu primeiro romance, Um estudo em vermelho, foi publicado em 1887, depois ter seus originais recusados por três editoras, na maior "touca" editorial da História. De lá pra cá, já produziu um rio de dinheiro, em todos os países em que foi publicado. (O tal do inglês desocupado bem que poderia fazer esta conta.)No Brasil também, pelo menos há uns 60 anos. Foram dezenas de editoras, centenas de edições, e cabe aqui destacar a antiga e hoje desativada Melhoramentos que, ainda nos anos 50, não se contentou em publicar só a série de romances e contos de Sherlock Holmes: editou também os romances históricos de Conan Doyle, como A campanha Branca e Sir Nigel, As aventuras... e As façanhas do brigadeiro Gerard (há um conto dele na recente antologia Os melhores contos que a História escreveu, Nova Fronteira), e volumes de contos de boxe, de piratas etc, livros que as editoras atuais esqueceram (outra "touca"?) e que os leitores costumam catar nos sebos. Ao mesmo tempo, era bem verdade que Sherlock Holmes jogava por terra todas as criações do autor que não o tivessem como personagem. Até o dia em que o criador, exausto, resolveu matar a criatura. Conan Doyle justificou-se: "Tive uma tal overdose de Holmes que me sinto em relação a ele como em relação a um pâté de foie gras que certa vez comi demais. Tanto que até hoje sinto náuseas só de ouvir o nome.(...) Censuraram-me muito por ter dado cabo desse cavalheiro, mas sustento que não foi assassinato; foi um justificável suicídio em autodefesa, porque, se eu não o matasse, ele certamente teria me matado." Matar um personagem é direito inalienável de qualquer autor, certo? Certo, mas a decisão do autor desafiaria até mesmo o rigor lógico-dedutivo do famoso detetive de Baker Street. A reação foi enorme e inesperada: milhares de cartas reclamaram e o editor do Strand Magazine (que publicava seus contos) teve de se explicar junto a seus acionistas, pois mais de vinte mil assinantes (quantas tiragens de livros isso não representaria?) cancelaram suas assinaturas em protesto. E Conan Doyle não teve outra saída: ressuscitou Sherlock Holmes. A criatura se impôs definitivamente sobre o criador. Sob aplausos da arquibancada. Portanto, mais do que justificável o fato de que não faltem edições de Sherlock na praça, até hoje, sejam esparsas e incompletas, como em livros de bolso (L&PM), seja, de uns dois anos para cá, dos contos e romances completos de Sherlock Holmes, sempre em dobradinha com o tranqüilo Dr. Watson.É o caso das edições quase ao mesmo tempo da Zahar e da Ediouro. Ambas, na realidade, têm cerca de dois anos: a da Ediouro nada mais é do que a reedição, em um só volume, da edição anterior, em três volumes. Já a Zahar vem publicando o Sherlock completo em seis volumes. O leitor, é claro, poderá optar por uma ou por outra, a seu critério, seja pelo tamanho, pela facilidade de leitura ou por outra razão qualquer. Eu me abstenho de escolha pessoal, mas é inevitável salientar alguns diferenciais objetivos. A edição da Ediouro reaproveita traduções antigas, retocadas ou revisadas, traz o texto em duas colunas (à la Reader's Digest) e vai direto ao assunto, sem sequer uma nota situando autor e obra. Já os livros da Zahar, baseiam-se na edição crítica recente ― e notável ― de Leslie S. Klinger, cheia de ilustrações da época, notas explicativas e com uma introdução, se não definitiva, com certeza riquíssima, assinada pelo próprio Klinger. E novas traduções foram feitas ― a cargo de Maria Luiza X. de A. Borges. Apresenta-se como "edição definitiva". Está bem próximo disso. Depois de um pequeno prefácio e de uma nota de John LeCarré, a introdução da edição da Zahar, "O mundo de Sherlock Holmes" estende-se por cerca de 40 páginas. Começa situando a "Era vitoriana", segue com "A vida registrada de Sherlock Holmes"; depois, "A vida registrada do Dr. Charles H. Watson"; em seguida "A vida pública de Sherlock Holmes e John H. Watson"; registra as "Imitações" e faz "Um estudo do cânone"; finalmente alinha "Os amigos de Sherlock Holmes". Depois é só (só?) ler os quatro romances e as dezenas de contos e retirar sua carteira de sherlockmaníaco e (numa visita ao Museu da Baker Street, em Londres) registrar seu diploma de PhD em Sherlocklogia. A não ser que você não acredite em Papai Noel. Nem em Mickey Mouse. Nem em Sherlock Holmes. Neste caso, elementar, meu caro não-leitor: você não vai mesmo se interessar por este artigo, nem muito menos ter de optar por esta ou aquela edição. Mas reconheça que nosso personagem/personalidade é resistente a tudo e a todos ― inclusive a seu criador. Não tem mistério.





Trabalho dos Arqueologos



Muitas vezes, são estranhos sinais, gravados ou pintados nas pedras, outras vezes, misturados com a terra surgem pedaços de panelas de barro, conchas, ossos de animais ou mesmo, esqueletos humanos. Podem ser ainda, fragmentos de pedra que parecem iguais a todas as outras pedras mas estas, são especiais, foi o homem que em um passado remoto as lascou, realizando um trabalho cujos vestígios poderão ser encontrados um dia a partir de um trabalho minucioso e delicado, realizado pelo arqueólogo, que vai expor, através de escavações arqueológicas, uma parte dos acontecimentos que ocorreram ali, onde aqueles vestígios foram encontrados.

Legenda: Gravações, Pedra do Ingá (PB) / Foto: T. Franco
O arqueólogo vai estudar as pedras (material lítico), os fragmentos de cerâmica, as pinturas e gravações feitas nas paredes das grutas, dos abrigos, das lajes. Aos poucos, eles irão recompondo uma parte de nossa história ainda desconhecida, uma parte de nossa pré-história.

O trabalho de escavação é lento, feito com colheres de pedreiro, pincéis, espátulas, onde tudo é observado, medido, anotado, descrito, desenhado e fotografado. Muitas vezes, juntamente com os objetos e os restos de alimentação, são encontrados ossos humanos muito antigos, testemunho das pessoas que viviam naquele lugar, naquela época remota.


Quem são essas pessoas? Nossos ancestrais, os primeiros brasileiros.
E assim, nosso passado vai sendo recuperado pelos arqueólogos. Estes objetos carregam uma lembrança, que, aos poucos, vai sendo revelada ao pesquisador que tenta compreender, para nos contar a história que não está escrita, a nossa pré-história.
Vamos conversar sobre arqueologia...
Afinal, o que é Arqueologia?
A palavra Arqueologia vem do grego ARCHAÎOS (Antigo) + LOGOS (Conhecimento, estudo), ou seja, o estudo do que é antigo. Com o desenvolvimento das ciências humanas, o conceito atual de arqueologia tornou-se mais amplo, podendo ser entendida como sendo a disciplina que estuda as sociedades atuais ou passadas através da cultura material, ou seja, através dos objetos e vestígios materiais, da sociedade estudada.
A arqueologia tem por objetivo a reconstituição das culturas humanas, a partir de teorias, métodos e técnicas específicas. Assim, é a cultura humana que tentamos reconstituir e interpretar.

Mas, afinal, o que é cultura?
São muitas as definições de cultura mas podemos dizer, que é um sistema de regras sociais que envolve conhecimento, costumes, crenças, artes, leis e quaisquer outras capacidades e hábitos que fazem parte de uma sociedade. Ela é transmitida de uma geração para a outra.
Devemos ter sempre em mente, que não existe apenas uma cultura, mas sim culturas. Cada povo, cada nação tem a sua cultura, que deve ser compreendida e respeitada por cada um de nós.


Agora, vamos pensar na Pré-história. Naquela época, o homem já tinha cultura. Na verdade, é ela quem nos diferencia dos outros animais. Mas, isto é assunto para uma próxima vez.
Que tal fazer uma pesquisa, e procurar outras definições de cultura?
E o que é a Pré-história?
É o período mais antigo da História da humanidade. Este termo foi usado pela primeira vez no século XVIIII para designar a história do desenvolvimento do homem antes do aparecimento da escrita. Ela começa quando surgem os primeiros hominídeos, que seriam os ancestrais do homem moderno.
Não há uma data precisa para este começo, mas pode-se dizer que estaria ao redor de 4.2 milhões de anos, com o registro do mais antigo ancestral do homem, Australopithecus ramidus, descoberto em 1995 pelos pesquisadores Meave Leakey e Alan Walker em escavações na África.
Porém, se pensarmos na capacidade de transformar um objeto, adequando-o as suas necessidades de modo a utilizá-lo como uma ferramenta, então teremos uma datação ao redor de 2.5 milhão de anos, que é quando surgem as primeiras pedras lascadas intencionalmente, ou seja, as primeiras manifestações da cultura material.
Como vimos anteriormente, a arqueologia estuda os objetos e vestígios materiais deixados pelo homem; assim, podemos dizer que a arqueologia pré-histórica se inicia neste momento, com o registro das primeiras ferramentas de pedra descobertas em escavações na Etiópia e no Quênia.
Ao longo desse período, o homem evolui fisicamente e obtém sua maior conquista que é o desenvolvimento da cultura. Ele se espalha pelos diferentes continentes e se adapta aos mais diversos ambientes, desenvolve um sistema de crenças e regras sociais. Uma série de transformações vão ocorrendo ao longo desses 4 milhões de anos. Nos últimos 10 mil anos o homem vai aprendendo transformar a natureza, começa a plantar e a criar animais, deixa de ser nômade, isto é, de se deslocar em busca de alimentos, se estabiliza.
A cerca de 3.000 anos no Oriente Próximo, os Sumérios desenvolvem a escrita cuneiforme, dando início ao que se convencionou chamar de período histórico.
Mas, deixemos esta história para uma próxima vez.
Quem sabe dizer qual é o esqueleto de Australopithecus mais completo encontrado até agora?

American Museum of Natural History
Acertou quem respondeu....... Lucy, que tem cerca de 3.2 milhões de anos e foi descoberto em Hadar na Etiópia em 1974. Este esqueleto é atribuído a um indivíduo adulto, fêmea, da espécie Australopithecus afarensis e que já caminhava sobre as duas pernas, ou seja, já era bípede.

terça-feira, 30 de março de 2010


Os vulcões são responsáveis pela liberação de magma acima da superfície da crosta. Eles funcionam como válvulas de escape do magma (rocha em estado ígneo) e dos gases que existem na camadas mais interiores da Terra.Tais materiais encontram-se sob altíssima pressão, assim como sob elevadas temperaturas. Diz-se, ainda, que o movimento das placas tectônicas pode causar as erupções vulcânicas.Os vulcões resultam de uma fusão parcial, sob condições específicas, dos materiais das profundas camadas do interior do Planeta, fusão que produz o magma, expelido através de uma cratera ou fenda. As zonas onde ocorre esta fusão parcial estão ligadas à dinâmica do globo, e a distribuição dos vulcões na face da Terra é explicada de modo coerente pela teoria das placas tectônicas.Em alguns casos os vulcões ocorrem em "ponto quente" no meio das placas tectônicas, como o caso do campo vulcânico no parque nacional de Yellowstone nos Estados Unidos ou das ilhas Havaianas.Os vulcões marcam os grandes acidentes da litosfera e sua localização é classificada em função dos movimentos gerados pelo deslocamento das placas: zonas de divergências ou de abertura, como as dorsais oceânicas ou certas bacias de afundamento, zonas de convergências ou de subducção, que dão origem aos arcos insulares (Japão, Ilha de Sonda) e às cordilheiras de limites de placas (Andes); zonas "intraplaca", delimitadas pela existência de fissuras locais na crosta terrestre.A profundidade e a composição dos materiais submetidos à parcial determinam a composição das magmas. Assim, o magma resultante de vulcanismo ligado às zonas de divergências é de natureza toleítica; o proveniente de vulcanismo ligado à subducçaõ é calco-alcalino; e o originado de vulcões intraplaca é essencialmente alcalino.Os produtos vulcânico são classificados segundo a composição química e mineralógica ou segundo propriedades físicas. Distinguem-se assim, as lavas, as projeções e os gases.As lavas é a parte líquida do magma; ela forma o derramamento ou a extrusão, de acordo com sua maior menor viscosidade. Em geram, as lavas básicas são mais fluidas que a ácidas, que se solidificam rapidamente e são freqüentemente cheias de bolhas.As projeções resultantes das fases explosivas são classificadas em função de suas dimensões em : bombas, escórias, lapíli (produtos sólidos provenientes das erupções vulcânicas, do tamanho da avelã), cinzas e poeiras. A cimentação dessas projeções forma os tufos vulcânicos (qualquer dos produtos de projeção vulcânicas que se hajam consolidado). Os gases dissolvem-se na água ou na atmosfera, interferindo sobremaneira na evolução destas.Onde duas placas movem se afastando, as erupções vulcânicas não são tão explosivas, gerados apenas rios de lavas mais fluida com entre 1 e 10 metros de espessura que se espalham por vastas áreas. Neste caso formam-se vulcões com bases maiores e mais inclinados. Os vulcões na Havaí e Islândia são exemplos típicos desse tipo de vulcão.O mesmo não acontece quando as placas colidem. Nesse caso as erupções são violentas. A lava é grossa e viscosa, e nuvens de gás, poeira e fragmentos de lava podem ser lançados na atmosfera. O magma esfria rapidamente e acumula-se em volta da fenda, formando vulcões mais altos com os lados íngremes e com o diâmetro do cone central menor.A colisão da placas na crostas oceânicas produziu arcos de ilhas, como as Antilhas e as ilhas japonesas.A maioria dos mais altos são, na verdade, uma composição dos dois tipos descritos acima. São formados por um ciclo de pequenas erupções de lava fluida, que cria uma base resistente e extensa, seguida de erupção explosiva que forma um cone central resistente.No passado grandes explosões de lava fluida de complexos sistemas de fissuras aconteceram e formaram extensos platôs de até 130,000 Km², como é o caso Platô Columbia nos estados de Oregon e Washington nos Estados Unidos. Erupções ainda mais volumosas, embora quietas acontecem até hoje no fundo dos oceanos, onde o pavimentos está em constante formação.Vulcões com erupções são chamados ativos, e aquele onde ocorrem mais erupções são os extintos. Os vulcões apresenta, períodos de "repouso" (fase de letargia) mais ou menos longos (de100 a 10 mil anos podendo chegar a até 100 mil anos).Os vulcões são responsáveis pela formação de rochas ígneas, também chamadas eruptivas, magmáticas ou vulcânicas. Elas nada mais são do que a lava solidificada. A lava geralmente sai do vulcão a uma temperatura de 850º a 1250º C. Normalmente a lava inclui alguns cristais flutuantes no material líquido. Se a lava esfria devagar os cristais podem ter tempo para crescer.Os vulcões também são responsáveis pela formação de montanhas.A forma dos edifícios vulcânicos depende da dinâmica, isto é, das propriedades físicas dos produtos emitidos, assim como da profundidade (entre 5 a 20 Km) e do volume da câmara ou reservatório magmático.As erupções vulcânicas podem ser brutais. Dentre as mais mortíferas, destacam-se as erupções do Krakatoa, na Indonésia (1883); a do monte Pelée, na Martinica (1902) e a do Nevado del Ruiz, na Colômbia (1985).
Fonte:Matérias sobre Geografia Pesquisa Escolar.


Trevor Anderson (Brendan Fraser) é um cientista cujas teorias não são bem aceitas pela comunidade científica. Decidido a descobrir o que aconteceu com seu irmão Max (Jean Michel Paré), que simplesmente desapareceu, ele parte para a Islândia juntamente com seu sobrinho Sean (Josh Hutcherson) e a guia Hannah (Anita Briem). Entretanto em meio à expedição eles ficam presos em uma caverna e, na tentativa de deixar o local, alcançam o centro da Terra. Lá eles encontram um exótico e desconhecido mundo perdido.

Fonte: Adoro Cinema

terça-feira, 23 de março de 2010


Na teoria da tectónica de placas a parte mais exterior da Terra está composta de duas camadas: a litosfera, que inclui a crusta e a zona solidificada na parte mais externa do manto, e a astenosfera, que inclui a parte mais interior e viscosa do manto. Numa escala temporal de milhões de anos, o manto parece comportar-se como um líquido super-aquecido e extremamente viscoso, mas em resposta a forças repentinas, como os terramotos, comporta-se como um sólido rígido.
A litosfera encontra-se fragmentada em várias placas tectónicas e estas deslocam-se sobre a astenosfera.
Esta teoria surgiu a partir da observação de dois fenómenos geológicos distintos: a deriva continental, identificada no início do século XX por Alfred Wegener, e a expansão dos fundos oceânicos, detectada pela primeira vez na década de 1960. A teoria propriamente dita foi desenvolvida no final dos anos 60 e desde então tem sido universalmente aceite pelos cientistas, tendo revolucionado as Ciências da Terra (comparável no seu alcance com o desenvolvimento da tabela periódica na Química, a descoberta do código genético na Biologia ou à mecânica quântica na Física).

Dia Mundial Da agua



História do Dia Mundial da Água
O Dia Mundial da Água foi criado pela ONU (Organização das Nações Unidas) no dia 22 de março de 1992. O dia 22 de março, de cada ano, é destinado a discussão sobre os diversos temas relacionadas a este importante bem natural.
Mas porque a ONU se preocupou com a água se sabemos que dois terços do planeta Terra é formado por este precioso líquido? A razão é que pouca quantidade, cerca de 0,008 %, do total da água do nosso planeta é potável (própria para o consumo). E como sabemos, grande parte das fontes desta água (rios, lagos e represas) esta sendo contaminada, poluída e degradada pela ação predatória do homem. Esta situação é preocupante, pois poderá faltar, num futuro próximo, água para o consumo de grande parte da população mundial. Pensando nisso, foi instituído o Dia Mundial da Água, cujo objetivo principal é criar um momento de reflexão, análise, conscientização e elaboração de medidas práticas para resolver tal problema.No dia 22 de março de 1992, a ONU também divulgou um importante documento: a “Declaração Universal dos Direitos da Água” (leia abaixo). Este texto apresenta uma série de medidas, sugestões e informações que servem para despertar a consciência ecológica da população e dos governantes para a questão da água.Mas como devemos comemorar esta importante data? Não só neste dia, mas também nos outros 364 dias do ano, precisamos tomar atitudes em nosso dia-a-dia que colaborem para a preservação e economia deste bem natural. Sugestões não faltam: não jogar lixo nos rios e lagos; economizar água nas atividades cotidianas (banho, escovação de dentes, lavagem de louças etc); reutilizar a água em diversas situações; respeitar as regiões de mananciais e divulgar idéias ecológicas para amigos, parentes e outras pessoas.Declaração Universal dos Direitos da Água
Art. 1º - A água faz parte do patrimônio do planeta.Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos. Art. 2º - A água é a seiva do nosso planeta.Ela é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é estipulado do Art. 3 º da Declaração dos Direitos do Homem. Art. 3º - Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia. Art. 4º - O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam. Art. 5º - A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras. Art. 6º - A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo. Art. 7º - A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis. Art. 8º - A utilização da água implica no respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado. Art. 9º - A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social. Art. 10º - O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.