terça-feira, 15 de junho de 2010



História da Copa do Mundo

Em 1929, o Uruguai, atual bicampeão olímpico, foi escolhido como país-sede. Os europeus protestaram que a primeira Copa em 1930 fosse fora de seu continente e boicotaram o evento, tornando praticamente um torneio pan-americano.As copas sempre foram moldadas de acordo com os interesses dos países-sede e das principais seleções. Nas primeiras oito Copas, os anfitriões chegaram a cinco finais e nas duas primeiras, a festa foi dos donos da casa.A Segunda Guerra impediu a realização das Copas de 1942 e 1946 e por pouco a de 1950. A Europa estava arrasada após o conflito que matou mais de 100 milhões de pessoas. Grandes seleções não conquistaram o título. O Brasil em 1950 em casa, A Hungria em 1954, a Holanda em 1974 e 1978 e o Brasil em 1992. Nem sempre o melhor vence na Copa do Mundo.Para adequar as transmissões e dinamizar o esporte, a FIFA introduziu o uso dos cartões amarelo e vermelho, e as substituições por jogo já na Copa de 70. Ao conquistar o terceiro título o Brasil ficou definitivamente com a posse da Taça Jules Rimet. A partir de 1974 a nova taça (Taça FIFA) é entregue aos vencedores.A Copa da Espanha foi a primeira Copa do Mundo com 24 seleções. Até 1978 o número máximo de seleções era 16. Em 1998 houve um novo alargamento. Passaram a disputar da fase final da Copa do Mundo de futebol 32 seleções. A partir de 1994 a vitória vale 3 pontos. O vencedor ganhava 2 pontos até a Copa de 1990.
Em 1998 foi introduzido o Gol de Ouro que durou até a Copa de 2002 apenas. No Gol de Ouro quem fizesse o primeiro gol na prorrogação era o vencedor da partida.
Apenas sete países ganharam a Copa do Mundo. Três da América do Sul: Brasil (5), Argentina (2) e Uruguai (2) e quatro da Europa: Itália (4), Alemanha (3), França (1) e Inglaterra (1).Com a conquista do tetracampeonato da Itália a Europa empatou com a América do Sul no número de títulos. Nove para cada continente.
Os Europeus sediaram 11 Copas do Mundo e os sul-americanos apenas três (Brasil em 1950, Chile em 1962 e Argentina em 1978).A Copa do Mundo da Coreia do Sul e Japão de 2002 foi a primeira realizada em dois países diferentes, também foi o primeiro mundial disputado fora do eixo Europa-Américas,; primeira Copa que um time fora do eixo Europa-América chega entre os quatro primeiros; primeira Copa em que pelo menos uma das seleções a Europa, América do Sul, América do Norte, Ásia e África chegam às oitavas-de-final. A Copa da Coreia do Sul e Japão foi uma Copa de novidades do mundo globalizado. A próxima Copa do Mundo na África do Sul consolida esta tendência.Recorde de gols numa única edição: Just Fontaine - 13 gols.
País com mais participações em Copas do Mundo: Brasil - 18 (100%).
País com mais títulos: Brasil - 5.
Países que conquistaram dois títulos consecutivos: Itália (1930-1934) e Brasil (1958-1962).
Todos os campeões da Copa do Mundo da FIFA:5 vezes - Brasil - 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002.4 vezes - Itália - 1934, 1938, 1982 e 2006.3 vezes - Alemanha (Alemanha Ocidental) - 1954, 1974 e 1990.2 vezes - Argentina - 1978 e 1986.2 vezes - Uruguai - 1930 e 1950. 1 vez - França - 1998.1 vez - Inglaterra - 1966.
Todos os campeões da Taça Jules Rimet (1930-1970):3 vezes - Brasil - 1958, 1962 e 1970.2 vezes - Uruguai - 1930 e 1950. 2 vezes - Itália - 1934 e 1938.1 vez - Inglaterra - 1966.1 vez - Alemanha (Alemanha Ocidental) - 1954.
Todos os campeões da Taça FIFA (1974-):2 vezes - Itália - 1982 e 2006.2 vezes - Brasil - 1994 e 2002.2 vezes - Alemanha (Alemanha Ocidental) - 1974 e 1990.2 vezes - Argentina - 1978 e 1986.1 vez - França - 1998.



terça-feira, 8 de junho de 2010



Curiosidades e informações diversas


As superquadras existentes por ocasião da inauguração da cidade incluíam:
as Superquadras Sul (SQS) 105, 106, 107 e 108 (completas);
vários blocos das SQS 104, 304, 306, 206 e 208;
os blocos de 3 andares sem pilotis das SQS 409 a 413;
as SQS 308 e 114 (estas duas, em construção). Atualmente (1997) todas as superquadras da Asa Sul estão completas ou semi-completas, mas na Asa Norte ainda há várias superquadras "virgens", sem um único edifício construído sequer.
O conjunto residencial do Parque Guinle, no Rio de Janeiro, é considerado um precursor das superquadras de Brasília. Os edifícios localizados na entrada do Parque têm inclusive uma arquitetura externa semelhante à de uma das quadras originais do Plano Piloto, a SQS 105.
A "Mensagem de Anápolis", propondo a construção de Brasília, poderia ter sido a "Mensagem de Goiânia". Em sua primeira viagem à Amazônia, Juscelino devia passar por Goiânia, onde seria assinada a mensagem ao Congresso Nacional. Porém, o mau tempo fez com que o avião aterrizasse em Anápolis...
No começo, a arborização da cidade era feita com muitas espécies de árvores, como flamboyants, espatódias e sibipirunas, que hoje não são mais plantadas, embora ainda embelezem grande parte da cidade. Hoje em dia, só são plantadas as chamadas "espécies do cerrado".
A iluminação pública original da cidade era com lâmpadas fluorescentes. Na mesma época, a iluminação de cidades como Rio e São Paulo era bem mais antiga, e com lâmpadas incandescentes. No Rio e em São Paulo, trocou-se a iluminação inteira, inclusive os postes, quando se passou para a iluminação a vapor (de sódio ou de mercúrio) atual. Em Brasília, quando no final dos anos 70 substituiu-se a iluminação fluorescente pelo vapor de mercúrio, mantiveram-se os postes originais, mais baixos e mais espaçados do que o que se costumava usar nos sistemas de iluminação novos da época. Este é um dos motivos pelos quais muitas ruas e avenidas de Brasília são mais mal-iluminadas que suas similares de outras cidades brasileiras.
Em revistas e livros mais antigos sobre Brasília, é comum encontrar-se fotos invertidas. Ou seja, fotos nas quais o lado esquerdo foi trocado pelo direito, como num espelho. Como tais fotos eram feitas em filme positivo (slide) era fácil invertê-las. Não sei se as inversões eram acidentais ou propositais (para se conseguir um efeito estético melhor). De qualquer forma, se você achar uma foto antiga de um local conhecido e não conseguir se localizar nela, experimente colocar a foto em frente a um espelho e ver o reflexo da mesma...
Afinal, o que é "Brasília"? Seria só o Plano Piloto? Ou seria o conjunto deste e de todas as cidades satélites? Na prática, a palavra "Brasília" pode ter vários significados.

A Plataforma Rodoviária (na junção dos Eixos Rodoviário e Monumental) foi inaugurada em 12/09/60, ainda por JK. Originalmente, servia de terminal tanto para os ônibus urbanos quanto para os interestaduais. Quando a Rodoviária se tornou pequena para acumular as duas funções, os ônibus interestaduais foram para a nova Estação Rodoferroviária, no extremo oeste do Eixo Monumental. Portanto, até hoje inclusive, Brasília jamais teve um terminal exclusivo para ônibus interestaduais.
Na época da inauguração, havia apenas 11 edifícios de Ministérios. Hoje são 17 edifícios, além dos dois que têm desenho arquitetônico específico (os prédios do Ministério da Justiça e do Itamaraty).
Algumas modificações foram feitas no Plano Piloto, entre sua apresentação por Lúcio Costa e o início da construção. Entre elas:
Foram acrescentadas as quadras de blocos de 3 andares, mais populares, as superquadras 400;
Foi adicionado o setor de casas geminadas, as 700;
O setor central foi alargado, englobando as quadras de final "01";
O local da Praça dos Três Poderes foi deslocado mais para o leste.
A junção das avenidas W-3 Sul e W-3 Norte, no final dos anos 70 (ou no início dos anos 80 - não conseguimos precisar a data), foi outra mudança importante do traçado original do Plano Piloto. Com as novas pistas, foi removida a fonte sonora que havia no local. Lembrada com saudades por muitos, a bela e colorida fonte era um dos principais cartões postais da cidade nos anos 60 e 70. A nova Fonte Luminosa só voltaria a funcionar em setembro de 1998, voltando a ser desativada logo depois.

Dados do Distrito Federal

Área:
5.789,16 Km²
Altitude:
1.172 m
Temperatura média anual:
21°C
Umidade relativa do ar:
7 a 70%Área
Código de área:
+ 55 (internacional), 61 (interurbano)

fONTE:http://www.infobrasilia.com.br/bsb_h2p.htm#diversos


Goitacá
Ocupavam a foz do Rio Paraíba. Tidos como os índios mais selvagens e cruéis do Brasil, encheram os portugueses de terror. Grandes canibais e intrépidos pescadores de tubarão. Eram cerca de 12 mil.

Guarani
Povo de língua da família Tupi-Guarani. Na época da chegada dos europeus, viviam nas regiões entre os rios Uruguai, Iguaçu e Paraná, a leste do rio Paraná (atualmente sul de Mato Grosso do Sul; oeste de São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul; Paraguai; norte da Argentina e Uruguai). Nos séculos XVII e XVIII, grande parte desses territórios era de domínio espanhol onde foram instaladas missões de jesuítas ligadas a província espanhola da Companhia de Jesus. Os jesuítas estudaram e documentaram fartamente a língua Guarani desde 1625. Nessas missões, de economia marcadamente coletivista, os Guarani atingiram alto grau de desenvolvimento e domínio de técnicas européias, mas tornaram-se presas fáceis para os bandeirantes paulistas e, posteriormente, fazendeiros paraguaios. Após a destruição das missões, os índios que não foram capturados fugiram para as matas e juntaram-se a grupos que haviam permanecido independentes. Dirigiram-se também para o Paraguai, onde o Guarani Paraguaio é falado hoje por cerca de 3 milhões de pessoas; para a Bolívia, onde o Guarani Boliviano (ou Chiriguano) é falado por cerca de 50 mil pessoas; e para o norte da Argentina. Dos índios capturados, alguns foram levados como escravos pelos bandeirantes e outros foram empregados, como mão-de-obra escrava ou quase, pelos fazendeiros que iniciaram a ocupação destas terras com a extração de erva-mate.




Juruna
Povo indígena cuja língua é a única representante viva da família Juruna, do tronco Tupi. Autodenominam-se Yudjá; o nome Juruna significa, em Tupi-Guarani, “bocas pretas”, porque a tatuagem características desses índios era uma linha que descia da raiz dos cabelos e circundava a boca. Na metade do século XIX tinham uma população estimada em 2.000 índios, que viviam no baixo rio Xingu. Um grupo migrou mais para o alto do rio, hoje em território compreendido pelo Parque do Xingu, no Mato Grosso. Segundo levantamento de médicos da Escola Paulista de Medicina, que prestam serviços de saúde aos índios do parque, em 1990 eram 132 pessoas. Alguns Juruna vivem dispersos na margem direita do médio e baixo rio Xingu, e há um grupo de 22 índios, segundo dados da Funai de 1990, que vive na Volta Grande do rio Xingu, numa pequena área indígena chamada Paquiçaba, no município de Senador José Porfírio, no sudeste do Pará. Suas terras serão atingidas pela construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. A título de esclarecimento, o famoso “Cacique Juruna” não é um índio Juruna, e sim Xavante.

Kamayura

Tribo de cerca de duzentas pessoas, vivem na região dos formadores do rio Xingu, Mato Grosso do Norte. Esta população indígena, da família lingüística tupi-guarani, vinda talvez das costas litorâneas do Maranhão, emigrou, muito provavelmente a partir do século XVII, para instalar-se progressivamente nesta região seguindo outros grupos indígenas fugindo do contato com os portugueses (1870). Apesar da diversidade de origens e de línguas, essas tribos constituem-se hoje numa área cultural definida: as tribos da área do uluri ou as chamadas tribos xingüanas, que ocupam a parte sul do Parque Indígena do Xingu. Ao norte vivem outras tribos, com algumas das quais os Kamayurá mantiveram contatos esporádicos, muitas vezes conflituosos, no decorrer de sua migração.

Kaingang
Povo de língua da família Jê. Também conhecidos como Coroados, vivem em 26 pequenas áreas indígenas no interior dos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. São aproximadamente 7.000 índios. Dos Kaingang de São Paulo, que até o início do século se mostravam hostis aos trabalhos da estrada de ferro São Paulo - Corumbá, hoje sobrevivem 100 nos postos Icatu ( Penápolis) e Vanuíre (Tupã). Os Kaingang meridionais, habitam as reservas de diversos postos indígenas no Paraná, nos postos Barão de Antonina (Arapongas), Queimadas (Reserva), Ivaí (Pitanga), Fioravante Esperança (Palmas), Rio das Cobras e Boa Vista (Iguaçu), Apucarana (Londrina), Mangueirinha (Mangueirinha), José Maria de Paula (Guarapuava); em Santa Catarina, no posto Xapecó (Chapecó); no Rio Grande do Sul, nos postos Cacique Doble, Ligeiro, Nonoai e Guarita, em toldos ou terras de administração estadual, todos nos municípios do extremo noroeste do Estado. Outra divisões dos Kaingang é formada pelos índios Xokléng, de Santa Catarina.

Karajá
Povo de língua do tronco Macro-Jê. Se dividem nos subgrupos Javaé, que vive na margem do rio Javaé, na área Indígena Boto Velho; Xambioá, que vive nas margens do rio Araguaia, no estremo norte de Tocantins, e Karajá que vivem em 18 aldeias ao longo do Araguaia, principalmente em frente a ilha doBananal, no Parque indígena do Araguaia, no Tocantins. Vivem também no Mato Grosso, na área Indígena Tapirapé-Karajá, nos municípios de Santa Terezinha e Luciara, e no Pará, na área Indígena Karajá Santana do Araguaia. Em 1990, segundo a Funai, eram aproximadamente 2.100 índios. Os Karajá fabricam e comercializam bonecas de cerâmica muito apreciadas por turistas da região.

Pankaru
Sua trajetória foi pontuada por uma sucessão de conflitos fundiários com grileiros e posseiros, que ainda não foram totalmente resolvidos. Além de um histórico de opressão e marginalização pela sociedade não-indígena, os Pankaru têm em comum com os demais grupos indígenas chamados "emergentes" o ritual secreto do "Toré", marca de identidade e resistência cultural. Os pouco mais de 80 índios desta tribo estão localizados no Oeste do Estado da Bahia, à esquerda do Rio São Francisco. Falam a língua portuguesa.

terça-feira, 4 de maio de 2010

2º bimestre
Os primeiros habitantes de um lugar que se chamaria Brasil.
Os Índios no Brasil: miscigenação e escravidão
As muitas pesquisas em sítios arqueológicos brasileiros indicam que a presença humana em nosso território é bastante antiga. Os primeiros vestígios datam de 48 mil anos atrás, e foram encontrados em São Raimundo Nonato, no interior do Piauí. Isso significa que a presença humana no Brasil já era forte muito antes da chegada dos portugueses.
Quando os europeus chegaram em nossas terras, o choque cultural entre dois povos tão diferentes é algo quase inimaginável para nós, atualmente. Os portugueses eram profundamente católicos e vinham de um país de tradições e costumes bastante rígidos. Encontram nas praias recém-descobertas homens de pele mais escura, mas não tão escura como a dos africanos; homens e mulheres que viviam seminus, em tabas e ocas que os portugueses não poderiam chamar de casas; um povo que não conhecia o Deus cristão e vivia segundo hábitos e costumes completamente diversos, para quem a riqueza do ouro e da prata era desconhecida e nada significava.
Se, a princípio, os contatos entre nativos e portugueses foram amistosos, não demorou muito até que os “conquistadores” tentassem pôr em prática suas intenções reais. Como Portugal se considerava proprietária das terras descobertas, e tinha direito de explorar as riquezas nelas contidas, os índios eram na verdade um empecilho para o projeto colonizador português. Era preciso educá-los na fé cristã, para que esta se fortalecesse no mundo e para que os costumes fossem os mesmos entre nativos e europeus. Além disso, era preciso vestir os nativos, ensinar-lhes o português, fazê-los trabalhar, enfim: civilizar aquele povo que parecia ter sido esquecido por Deus. O grande interesse dos conquistadores era a utilização dos nativos como mão-de-obra para os trabalhos cotidianos; assim, uma série de costumes dos índios parecia aos portugueses completamente sem sentido: o nomadismo, o fato de que não havia propriedade privada entre eles, ou uma hierarquia de poder, os rituais religiosos e as práticas de antropofagia. Essas diferenças inquietavam os portugueses, e serviram como base para que eles classificassem os costumes do povo a ser colonizado em três categorias: inocentes, bárbaros ou diabólicos.

Classificar os hábitos e costumes dos indígenas foi a maneira que os portugueses encontraram para integrá-los ao seu próprio modo de ver o mundo; dessa forma, os portugueses conseguiram encaixar aquilo que parecia tão incompreensível dentro da sua própria realidade. Assim, os nativos eram vistos como bárbaros a serem civilizados, enquanto que o Novo Mundo, pela natureza exuberante, era visto como o Paraíso.
À medida em que os portugueses avançavam na apropriação das terras, aumentavam os conflitos co os indígenas. Afinal, para os colonizadores, os índios deveriam ser utilizados para o trabalho. A primeira forma de conseguir isso foi o escambo: os portugueses trocavam utensílios, roupas, ferramentas, adereços e outras peças pelos mais diversos serviços, como cortar e extrair do pau-brasil o pó avermelhado que era utilizado para tintura.
Porém, o trabalho dependia da vontade dos índios para o trabalho. Além disso, nem todas as tribos foram receptivas aos colonizadores: muitas organizaram ataques contra os portugueses ou fugiram do litoral. Esses ataques impeliram os europeus a descobrir uma excelente alternativa para o problema da mão-de-obra: os índios feitos prisioneiros eram transformados em escravos. Essa prática recebeu o nome de “Guerra Justa”, e condenava à escravidão todos os índios que se colocassem contra os portugueses ou contra a doutrina cristã. Aqueles nativos contra os quais se guerreava eram, para os colonizadores, os inimigos. Os nativos que aceitavam a entrada dos invasores e de clérigos e auxiliavam a dominação eram os aliados. Havia também as tribos que permitiam serem deslocadas de suas terras originais para as missões, locais onde os índios eram catequizados pelos padres jesuítas. Estes nativos eram conhecidos como aldeados.
Estabeleceu-se também uma forte oposição entre clérigos e colonizadores laicos. Os primeiros organizavam as missões e as reduções: nelas, os índios eram educados de acordo com os padrões europeus e trabalhavam com agricultura e pastoreio. Porém, aos colonos, interessava muito mais a guerra contra os indígenas, pois esta prática garantia a obtenção de escravos. Assim , eles faziam todo o possível para restringir o trabalho dos jesuítas. Essa oposição esteve fortemente presente durante quase todo o período colonial. Porém, apesar dela, os colonizadores justificaram sua ação sobre o Novo Mundo e seus habitantes dizendo que estavam construindo naquele lugar esquecido o projeto divino da salvação das almas de todos os homens. Assim, era possível ao mesmo tempo construir um rico império colonial e ser um defensor da fé cristã. Os dois objetivos eram fundamentais para os países ibéricos (Portugal e Espanha).
Naturalmente, é preciso ver a relação entre portugueses e indígenas sob as duas óticas. Afinal, há muito de positivo nas trocas culturais e nesse encontro entre dois mundos, para ambos os lados. Não podemos fazer dos portugueses os grandes vilões da História e dos índios suas vítimas inocentes. Nenhum dos lados foi totalmente bom ou totalmente mau, pois o ser humano não consegue ser apenas uma coisa ou outra. Somos uma mistura de coisas boas e más, e as situações históricas refletem isso. Não há, em momento nenhum da História, bandidos ou mocinhos, algozes ou vítimas. Muito provavelmente o uso de tanta violência contra os indígenas e a imposição de uma nova cultura poderiam ter sido evitados; porém, o Brasil que temos hoje, com tribos indígenas e seus costumes praticamente em extinção, é resultado da miscigenação que começou nesse encontro.


Fonte:www.bussolaescolar.com.br/enciclopedias.htm

terça-feira, 27 de abril de 2010


Uma Selva de pedra




Problemas ambientais
Sabe-se atualmente que as cidades - sobretudo grandes áreas urbanas - criam seus próprios microclimas. Isso ocorre por causa da grande extensão da superfície de certos materiais comuns nas cidades, tais como concreto, asfalto e cimento, que originam ilhas de calor. Esses materiais retêm parte significativa da energia solar, fazendo com que o local possua uma temperatura média mais alta do que as áreas rurais que a cercam. As grandes metrópoles chegam a registrar gradientes de temperatura superiores a 10°C entre os bairros de subúrbio e a sua área central.
A maioria das grandes cidades enfrentam um grande problema ambiental: a poluição atmosférica. Algumas cidades geram tanta poluição que o ar acaba por tornar-se saturado de materiais exógenos, criando uma névoa espessa, de cor acinzentada denominada smog.
A poluição atmosférica, gerada pelas indústrias e veículos motorizados, é uma séria ameaça à saúde dos habitantes de um dado lugar, sendo responsável pela deflagração de inúmeros problemas como alergias, doenças respiratórias, cardiopatias, stress, entre outros. Os problemas decorrentes da má qualidade do ar se agravam principalmente durante os meses do inverno, devido a presença de um fenômeno conhecido como inversão térmica, que dificulta a dispersão dos poluentes.
Leis anti-poluição podem regular as emissões de gases poluentes das fábricas e veículos automotores, sendo uma possível solução quanto à esse problema. Um sistema de transporte público urbano desenvolvido também é outra opção, em relação à construção de vias públicas de alta capacidade tais como vias expressas, diminuindo o trânsito de veículos nas vias já existentes.
Esgotos e efluentes industriais continuam a poluir muitos rios, lagos, aquíferos e zona costeiras. Isso pode causar danos à fauna e flora local, tais como mangues e praias. A poluição, além disso, impossibilita, ou torna problemática, a utilização de praias como áreas de recreação, como é o caso de alguns setores da cidade do Rio de Janeiro.
O lixo é outro grande problema. Várias cidades tem dificuldades em livrar-se adequadamente de seu lixo. A quantidade de lixo que vai para os aterros sanitários cresce com o tempo, e acumula-se com rapidez, enquanto que incineradores geram poluição atmosférica. Lugares disponíveis para a disposição do lixo estão cada vez mais difíceis de se encontrar, devido à oposição de moradores próximos e de ambientalistas (princípio NIMBY).

terça-feira, 6 de abril de 2010







Sherlock Holmes






Houve uma época que algum inglês, possivelmente desocupado ou excêntrico, relacionou as três personalidades mais conhecidas do mundo: Papai Noel, Mickey Mouse e Sherlock Holmes. Não me perguntem qual o critério ou a finalidade da escolha, mas o curioso que se trata de duas personalidades ficcionais e uma do imaginário religioso-popular. Mesmo sem acreditar em Papai Noel, fica difícil não acreditar na vitalidade de Sherlock, um dos raros personagens da literatura que virou substantivo em vários idiomas ― como sinônimo de detetive.Ele faz sucesso há pelo menos 120 anos, desde que seu primeiro romance, Um estudo em vermelho, foi publicado em 1887, depois ter seus originais recusados por três editoras, na maior "touca" editorial da História. De lá pra cá, já produziu um rio de dinheiro, em todos os países em que foi publicado. (O tal do inglês desocupado bem que poderia fazer esta conta.)No Brasil também, pelo menos há uns 60 anos. Foram dezenas de editoras, centenas de edições, e cabe aqui destacar a antiga e hoje desativada Melhoramentos que, ainda nos anos 50, não se contentou em publicar só a série de romances e contos de Sherlock Holmes: editou também os romances históricos de Conan Doyle, como A campanha Branca e Sir Nigel, As aventuras... e As façanhas do brigadeiro Gerard (há um conto dele na recente antologia Os melhores contos que a História escreveu, Nova Fronteira), e volumes de contos de boxe, de piratas etc, livros que as editoras atuais esqueceram (outra "touca"?) e que os leitores costumam catar nos sebos. Ao mesmo tempo, era bem verdade que Sherlock Holmes jogava por terra todas as criações do autor que não o tivessem como personagem. Até o dia em que o criador, exausto, resolveu matar a criatura. Conan Doyle justificou-se: "Tive uma tal overdose de Holmes que me sinto em relação a ele como em relação a um pâté de foie gras que certa vez comi demais. Tanto que até hoje sinto náuseas só de ouvir o nome.(...) Censuraram-me muito por ter dado cabo desse cavalheiro, mas sustento que não foi assassinato; foi um justificável suicídio em autodefesa, porque, se eu não o matasse, ele certamente teria me matado." Matar um personagem é direito inalienável de qualquer autor, certo? Certo, mas a decisão do autor desafiaria até mesmo o rigor lógico-dedutivo do famoso detetive de Baker Street. A reação foi enorme e inesperada: milhares de cartas reclamaram e o editor do Strand Magazine (que publicava seus contos) teve de se explicar junto a seus acionistas, pois mais de vinte mil assinantes (quantas tiragens de livros isso não representaria?) cancelaram suas assinaturas em protesto. E Conan Doyle não teve outra saída: ressuscitou Sherlock Holmes. A criatura se impôs definitivamente sobre o criador. Sob aplausos da arquibancada. Portanto, mais do que justificável o fato de que não faltem edições de Sherlock na praça, até hoje, sejam esparsas e incompletas, como em livros de bolso (L&PM), seja, de uns dois anos para cá, dos contos e romances completos de Sherlock Holmes, sempre em dobradinha com o tranqüilo Dr. Watson.É o caso das edições quase ao mesmo tempo da Zahar e da Ediouro. Ambas, na realidade, têm cerca de dois anos: a da Ediouro nada mais é do que a reedição, em um só volume, da edição anterior, em três volumes. Já a Zahar vem publicando o Sherlock completo em seis volumes. O leitor, é claro, poderá optar por uma ou por outra, a seu critério, seja pelo tamanho, pela facilidade de leitura ou por outra razão qualquer. Eu me abstenho de escolha pessoal, mas é inevitável salientar alguns diferenciais objetivos. A edição da Ediouro reaproveita traduções antigas, retocadas ou revisadas, traz o texto em duas colunas (à la Reader's Digest) e vai direto ao assunto, sem sequer uma nota situando autor e obra. Já os livros da Zahar, baseiam-se na edição crítica recente ― e notável ― de Leslie S. Klinger, cheia de ilustrações da época, notas explicativas e com uma introdução, se não definitiva, com certeza riquíssima, assinada pelo próprio Klinger. E novas traduções foram feitas ― a cargo de Maria Luiza X. de A. Borges. Apresenta-se como "edição definitiva". Está bem próximo disso. Depois de um pequeno prefácio e de uma nota de John LeCarré, a introdução da edição da Zahar, "O mundo de Sherlock Holmes" estende-se por cerca de 40 páginas. Começa situando a "Era vitoriana", segue com "A vida registrada de Sherlock Holmes"; depois, "A vida registrada do Dr. Charles H. Watson"; em seguida "A vida pública de Sherlock Holmes e John H. Watson"; registra as "Imitações" e faz "Um estudo do cânone"; finalmente alinha "Os amigos de Sherlock Holmes". Depois é só (só?) ler os quatro romances e as dezenas de contos e retirar sua carteira de sherlockmaníaco e (numa visita ao Museu da Baker Street, em Londres) registrar seu diploma de PhD em Sherlocklogia. A não ser que você não acredite em Papai Noel. Nem em Mickey Mouse. Nem em Sherlock Holmes. Neste caso, elementar, meu caro não-leitor: você não vai mesmo se interessar por este artigo, nem muito menos ter de optar por esta ou aquela edição. Mas reconheça que nosso personagem/personalidade é resistente a tudo e a todos ― inclusive a seu criador. Não tem mistério.





Trabalho dos Arqueologos



Muitas vezes, são estranhos sinais, gravados ou pintados nas pedras, outras vezes, misturados com a terra surgem pedaços de panelas de barro, conchas, ossos de animais ou mesmo, esqueletos humanos. Podem ser ainda, fragmentos de pedra que parecem iguais a todas as outras pedras mas estas, são especiais, foi o homem que em um passado remoto as lascou, realizando um trabalho cujos vestígios poderão ser encontrados um dia a partir de um trabalho minucioso e delicado, realizado pelo arqueólogo, que vai expor, através de escavações arqueológicas, uma parte dos acontecimentos que ocorreram ali, onde aqueles vestígios foram encontrados.

Legenda: Gravações, Pedra do Ingá (PB) / Foto: T. Franco
O arqueólogo vai estudar as pedras (material lítico), os fragmentos de cerâmica, as pinturas e gravações feitas nas paredes das grutas, dos abrigos, das lajes. Aos poucos, eles irão recompondo uma parte de nossa história ainda desconhecida, uma parte de nossa pré-história.

O trabalho de escavação é lento, feito com colheres de pedreiro, pincéis, espátulas, onde tudo é observado, medido, anotado, descrito, desenhado e fotografado. Muitas vezes, juntamente com os objetos e os restos de alimentação, são encontrados ossos humanos muito antigos, testemunho das pessoas que viviam naquele lugar, naquela época remota.


Quem são essas pessoas? Nossos ancestrais, os primeiros brasileiros.
E assim, nosso passado vai sendo recuperado pelos arqueólogos. Estes objetos carregam uma lembrança, que, aos poucos, vai sendo revelada ao pesquisador que tenta compreender, para nos contar a história que não está escrita, a nossa pré-história.
Vamos conversar sobre arqueologia...
Afinal, o que é Arqueologia?
A palavra Arqueologia vem do grego ARCHAÎOS (Antigo) + LOGOS (Conhecimento, estudo), ou seja, o estudo do que é antigo. Com o desenvolvimento das ciências humanas, o conceito atual de arqueologia tornou-se mais amplo, podendo ser entendida como sendo a disciplina que estuda as sociedades atuais ou passadas através da cultura material, ou seja, através dos objetos e vestígios materiais, da sociedade estudada.
A arqueologia tem por objetivo a reconstituição das culturas humanas, a partir de teorias, métodos e técnicas específicas. Assim, é a cultura humana que tentamos reconstituir e interpretar.

Mas, afinal, o que é cultura?
São muitas as definições de cultura mas podemos dizer, que é um sistema de regras sociais que envolve conhecimento, costumes, crenças, artes, leis e quaisquer outras capacidades e hábitos que fazem parte de uma sociedade. Ela é transmitida de uma geração para a outra.
Devemos ter sempre em mente, que não existe apenas uma cultura, mas sim culturas. Cada povo, cada nação tem a sua cultura, que deve ser compreendida e respeitada por cada um de nós.


Agora, vamos pensar na Pré-história. Naquela época, o homem já tinha cultura. Na verdade, é ela quem nos diferencia dos outros animais. Mas, isto é assunto para uma próxima vez.
Que tal fazer uma pesquisa, e procurar outras definições de cultura?
E o que é a Pré-história?
É o período mais antigo da História da humanidade. Este termo foi usado pela primeira vez no século XVIIII para designar a história do desenvolvimento do homem antes do aparecimento da escrita. Ela começa quando surgem os primeiros hominídeos, que seriam os ancestrais do homem moderno.
Não há uma data precisa para este começo, mas pode-se dizer que estaria ao redor de 4.2 milhões de anos, com o registro do mais antigo ancestral do homem, Australopithecus ramidus, descoberto em 1995 pelos pesquisadores Meave Leakey e Alan Walker em escavações na África.
Porém, se pensarmos na capacidade de transformar um objeto, adequando-o as suas necessidades de modo a utilizá-lo como uma ferramenta, então teremos uma datação ao redor de 2.5 milhão de anos, que é quando surgem as primeiras pedras lascadas intencionalmente, ou seja, as primeiras manifestações da cultura material.
Como vimos anteriormente, a arqueologia estuda os objetos e vestígios materiais deixados pelo homem; assim, podemos dizer que a arqueologia pré-histórica se inicia neste momento, com o registro das primeiras ferramentas de pedra descobertas em escavações na Etiópia e no Quênia.
Ao longo desse período, o homem evolui fisicamente e obtém sua maior conquista que é o desenvolvimento da cultura. Ele se espalha pelos diferentes continentes e se adapta aos mais diversos ambientes, desenvolve um sistema de crenças e regras sociais. Uma série de transformações vão ocorrendo ao longo desses 4 milhões de anos. Nos últimos 10 mil anos o homem vai aprendendo transformar a natureza, começa a plantar e a criar animais, deixa de ser nômade, isto é, de se deslocar em busca de alimentos, se estabiliza.
A cerca de 3.000 anos no Oriente Próximo, os Sumérios desenvolvem a escrita cuneiforme, dando início ao que se convencionou chamar de período histórico.
Mas, deixemos esta história para uma próxima vez.
Quem sabe dizer qual é o esqueleto de Australopithecus mais completo encontrado até agora?

American Museum of Natural History
Acertou quem respondeu....... Lucy, que tem cerca de 3.2 milhões de anos e foi descoberto em Hadar na Etiópia em 1974. Este esqueleto é atribuído a um indivíduo adulto, fêmea, da espécie Australopithecus afarensis e que já caminhava sobre as duas pernas, ou seja, já era bípede.

terça-feira, 30 de março de 2010


Os vulcões são responsáveis pela liberação de magma acima da superfície da crosta. Eles funcionam como válvulas de escape do magma (rocha em estado ígneo) e dos gases que existem na camadas mais interiores da Terra.Tais materiais encontram-se sob altíssima pressão, assim como sob elevadas temperaturas. Diz-se, ainda, que o movimento das placas tectônicas pode causar as erupções vulcânicas.Os vulcões resultam de uma fusão parcial, sob condições específicas, dos materiais das profundas camadas do interior do Planeta, fusão que produz o magma, expelido através de uma cratera ou fenda. As zonas onde ocorre esta fusão parcial estão ligadas à dinâmica do globo, e a distribuição dos vulcões na face da Terra é explicada de modo coerente pela teoria das placas tectônicas.Em alguns casos os vulcões ocorrem em "ponto quente" no meio das placas tectônicas, como o caso do campo vulcânico no parque nacional de Yellowstone nos Estados Unidos ou das ilhas Havaianas.Os vulcões marcam os grandes acidentes da litosfera e sua localização é classificada em função dos movimentos gerados pelo deslocamento das placas: zonas de divergências ou de abertura, como as dorsais oceânicas ou certas bacias de afundamento, zonas de convergências ou de subducção, que dão origem aos arcos insulares (Japão, Ilha de Sonda) e às cordilheiras de limites de placas (Andes); zonas "intraplaca", delimitadas pela existência de fissuras locais na crosta terrestre.A profundidade e a composição dos materiais submetidos à parcial determinam a composição das magmas. Assim, o magma resultante de vulcanismo ligado às zonas de divergências é de natureza toleítica; o proveniente de vulcanismo ligado à subducçaõ é calco-alcalino; e o originado de vulcões intraplaca é essencialmente alcalino.Os produtos vulcânico são classificados segundo a composição química e mineralógica ou segundo propriedades físicas. Distinguem-se assim, as lavas, as projeções e os gases.As lavas é a parte líquida do magma; ela forma o derramamento ou a extrusão, de acordo com sua maior menor viscosidade. Em geram, as lavas básicas são mais fluidas que a ácidas, que se solidificam rapidamente e são freqüentemente cheias de bolhas.As projeções resultantes das fases explosivas são classificadas em função de suas dimensões em : bombas, escórias, lapíli (produtos sólidos provenientes das erupções vulcânicas, do tamanho da avelã), cinzas e poeiras. A cimentação dessas projeções forma os tufos vulcânicos (qualquer dos produtos de projeção vulcânicas que se hajam consolidado). Os gases dissolvem-se na água ou na atmosfera, interferindo sobremaneira na evolução destas.Onde duas placas movem se afastando, as erupções vulcânicas não são tão explosivas, gerados apenas rios de lavas mais fluida com entre 1 e 10 metros de espessura que se espalham por vastas áreas. Neste caso formam-se vulcões com bases maiores e mais inclinados. Os vulcões na Havaí e Islândia são exemplos típicos desse tipo de vulcão.O mesmo não acontece quando as placas colidem. Nesse caso as erupções são violentas. A lava é grossa e viscosa, e nuvens de gás, poeira e fragmentos de lava podem ser lançados na atmosfera. O magma esfria rapidamente e acumula-se em volta da fenda, formando vulcões mais altos com os lados íngremes e com o diâmetro do cone central menor.A colisão da placas na crostas oceânicas produziu arcos de ilhas, como as Antilhas e as ilhas japonesas.A maioria dos mais altos são, na verdade, uma composição dos dois tipos descritos acima. São formados por um ciclo de pequenas erupções de lava fluida, que cria uma base resistente e extensa, seguida de erupção explosiva que forma um cone central resistente.No passado grandes explosões de lava fluida de complexos sistemas de fissuras aconteceram e formaram extensos platôs de até 130,000 Km², como é o caso Platô Columbia nos estados de Oregon e Washington nos Estados Unidos. Erupções ainda mais volumosas, embora quietas acontecem até hoje no fundo dos oceanos, onde o pavimentos está em constante formação.Vulcões com erupções são chamados ativos, e aquele onde ocorrem mais erupções são os extintos. Os vulcões apresenta, períodos de "repouso" (fase de letargia) mais ou menos longos (de100 a 10 mil anos podendo chegar a até 100 mil anos).Os vulcões são responsáveis pela formação de rochas ígneas, também chamadas eruptivas, magmáticas ou vulcânicas. Elas nada mais são do que a lava solidificada. A lava geralmente sai do vulcão a uma temperatura de 850º a 1250º C. Normalmente a lava inclui alguns cristais flutuantes no material líquido. Se a lava esfria devagar os cristais podem ter tempo para crescer.Os vulcões também são responsáveis pela formação de montanhas.A forma dos edifícios vulcânicos depende da dinâmica, isto é, das propriedades físicas dos produtos emitidos, assim como da profundidade (entre 5 a 20 Km) e do volume da câmara ou reservatório magmático.As erupções vulcânicas podem ser brutais. Dentre as mais mortíferas, destacam-se as erupções do Krakatoa, na Indonésia (1883); a do monte Pelée, na Martinica (1902) e a do Nevado del Ruiz, na Colômbia (1985).
Fonte:Matérias sobre Geografia Pesquisa Escolar.