O oceano Atlântico é o segundo maior
oceano em extensão, com uma área de aproximadamente 106.200.000 km², cerca de um quinto da superfície da
Terra. É o oceano que separa a
Europa e a
África a Leste, da
América, a Oeste. Seu nome deriva-se de
Atlas, uma divindade da
mitologia grega. É por isso que às vezes o oceano Atlântico é referido como "mar de Atlas". A menção mais antiga sobre seu nome é encontrada em
Histórias, de
Heródoto, por volta de 450 a.C. Antes dos europeus descobrirem outros oceanos, o termo "oceano" foi sinônimo de todas as águas que circundam a
Europa Ocidental que agora é conhecido como Atlântico e que os gregos acreditavam ser um grande
rio que circundava toda a
Terra.
O oceano Atlântico apresenta uma forma semelhante a um "S". Sendo uma divisão das águas marítimas terrestres, o Atlântico é ligado ao
oceano Ártico (que em algumas vezes é referido como sendo apenas um mar do Atlântico), a Norte, ao
oceano Pacífico, a Sudoeste, e ao
oceano Índico, a Sudeste, e ao
oceano Antártico, a Sul. (Alternativamente, ao invés do oceano Atlântico ligar-se com o oceano Antártico, pode-se estabelecer a
Antártida como limite sul do oceano, sob outro ponto de vista). A
linha do Equador divide o oceano em Atlântico Norte e Atlântico Sul. Com um terço das águas oceânicas mundiais, o Atlântico inclui mares como o
Mediterrâneo, o
mar do Norte, o
Báltico e o
mar das Caraíbas (Caribe).O oceano Atlântico , o segundo do mundo em superfície, está localizado no hemisfério ocidental e alonga-se no sentido Norte-Sul. Com um formato que lembra um S, comunica com o
oceano Ártico pelo estreito da Islândia; com o
oceano Pacífico e com o
oceano Índico pela ampla passagem que se abre entre a
América, a
África e a
Antártida, nas altas latitudes austrais. No hemisfério Norte, as costas continentais, muito recortadas, delimitam numerosos mares anexos (
mar da Mancha,
mar do Norte,
mar Báltico,
mar Mediterrâneo,
mar das Antilhas). Ao sul, ao contrário, as costas são bem retilíneas.
O Atlântico, embora seja o segundo maior extensão, é o oceano que junto com seus mares banha a maior quantidade de países:
Os países litorâneos das
Américas do Norte e do
Sul -
Canadá,
Estados Unidos,
Brasil,
Uruguai,
Argentina.
Pelo
Mar do Caribe, parte do Atlântico são banhados os países no norte da
América do Sul, os da
América Central e todos os insulares do
Caribe.
Os países do litoral oeste da
África.
Os países litorâneos do oeste da
Europa e os do
Báltico.
Pelo
Mar Mediterrâneo são banhados os países litorâneos do sul da
Europa, Norte da
África, oeste da
Ásia Menor.
[
editar] Fundo oceânico
Mapa que usa a cor para mostrar a profundidade do oceano.
O fundo oceânico apresenta uma disposição regular: a plataforma continental, ampla ao largo das costas da
Europa, da
América do Norte e da porção meridional da
América do Sul, estreita-se nas costas da
África e do
Brasil; uma enorme cadeia de montanhas submarinas, a
dorsal meso-atlântica, estende-se ao longo do oceano; entre ela e os continentes abre-se uma série de bacias de 6.000 a 7.000 m de profundidade (bacias americana, brasileira e argentina, a Oeste; bacias escandinava, da Europa Ocidental, da Guiné, de Angola e do Cabo, a Este). A crista dorsal é sulcada em toda a sua extensão por uma grande fossa tectônica (
rift), que secciona no sentido longitudinal. Área de constante instabilidade geológica, provocada pela contínua emissão de material ígneo, é objeto de estudos geológicos que analisam os processos de formação e evolução das
placas tectônicas, ou seja, da
crosta terrestre. A crista da
dorsal meso-atlântica situa-se geralmente entre -3.000 e -1.500 m, mas emerge em alguns pontos, formando ilhas:
Jan Mayen,
Islândia,
Açores,
Ascensão,
Tristão da Cunha. Nas latitudes equatoriais, a dorsal é cortada por falhas transversais que determinam
fossas abissais (fossa da Romanche. -7.758 m). Nas outras porções do Atlântico as fossas são raras: situam-se nas
Antilhas (
Ilhas Caimão e
Porto Rico - a mais profunda com -9.218 m) e nas ilhas
Sandwich do Sul (-8.264 m)
A origem da cordilheira meso-oceânica (ou Dorsal Atlântica) está relacionada à dinâmica da
tectônica de placas. O afastamento entre as placas
Sul-Americana e
Africana, em conseqüência das correntes de
convecção do
magma existente no
manto, determina a formação de um extenso dobramento moderno que se estende de norte a sul ao longo do oceano Atlântico.
[
editar] Origem das águas
O meio ambiente terreno, exposto ao calor dos raios solares e os ventos, promove a evaporação e precipitação dos líquidos sobre os continentes dando início ao ciclo das águas, responsável pela sedimentação do fundo do mar e a salinização dos oceanos. Nesse sentido, tem-se que na fachada ocidental, grandes bacias hidrográficas despejam considerável quantidade de sedimentos sobre a plataforma continental, definindo cones alunionais, como os dos rios
São Lourenço e
Mississippi, no Atlântico Norte, e o do
Amazonas, na faixa equatorial. As águas do Atlântico são as mais salgadas de todos os oceanos (37,5 por mil de salinidade média) e animadas por correntes que asseguram intensa circulação entre as águas frias das altas latitudes e as águas quentes equatoriais. As correntes frias do Labrador e das Falkland descem respectivamente ao longo das encostas setentrionais e meridionais da
América. De
Benguela percorre a costa sul-ocidental africana, em direção ao equador. São compensadas pelas correntes quentes do
Brasil e Equatorial Atlântica, nos seus ramos N e S, pela
corrente do Golfo, que tem grande influência sobre os climas da
Europa norte-ocidental tornando-os menos rigorosos. Essa circulação das águas favorece sua oxigenação e a proliferação de plâncton, definindo importantes zonas pesqueiras, como as costas do
Brasil meridional, a fachada norte-americana em torno da Terra Nova, as costas da
Escandinávia e da
Islândia, além da
África meridional. As plataformas continentais encerram, às vezes, jazidas petrolíferas (
mar do Norte, costas da
Venezuela e do
Brasil,
golfo da Guiné). Ladeado no hemisfério Norte pelas duas áreas mais industrializadas do globo (NE dos
EUA e
Europa Ocidental), o Atlântico Norte apresenta o mais intenso tráfego marítimo e aéreo transoceânico do mundo.
[
editar] História
Animação da separação da
Pangea, que formou o Oceano Atlântico como é conhecido atualmente
Os antigos, que o apelidavam de Mar Tenebroso ou Mar Oceano, conheciam apenas as costas situadas entre o norte das ilhas britânicas e as Canárias. Dos séculos VIII a XI, os
Normandos freqüentaram as praias da
Noruega, da
Islândia, da
Gronelândia, de Spitsbergen e da
Nova Escócia, no actual
Canadá. Até o final da
Idade Média, só se faziam navegações costeiras, indo até ao
Cabo Bojador (atingido pelo navegador português
Gil Eanes em
1434). No século XV os portugueses intensificaram a exploração da costa africana e, ao mesmo tempo, desenvolveram técnicas de navegação que permitiram viagens por alto mar. A navegação por latitudes (determinadas pela observação da altura da estrela Polar ou do Sol ao meio-dia, técnica desenvolvida por volta de 1485) foi facilitada pelo uso de instrumentos como a
bússola e o
astrolábio. Outro fator decisivo foi o estudo do regime dos ventos no Atlântico: em
1439, as informações existentes já permitiam uma navegação assídua e segura. Essas técnicas, aliadas aos novos navios desenvolvidos pelos portugueses (as caravelas, de maior porte, calado mais alto e comum sistema de velas que permitia o aproveitamento dos ventos, mesmo em sentido contrário) permitiriam o reconhecimento da costa da
África e as primeiras incursões em alto mar; há ainda informações de que no século XV os portugueses teriam explorado também o Atlântico Norte, juntando conhecimentos que mais tarde facilitaram a viagem de
Cristóvão Colombo na primeira travessia documentada do oceano. Com o desenvolvimento técnico obtido, as viagens portuguesas tornaram-se mais ousadas e freqüentes através do Atlântico, de tal forma que até 1488 toda a costa oeste da
África estava explorada, reconhecida e, nos primeiros 20 anos do século XVI, toda a costa atlântica do continente americano (encontrado em 1492 por Colombo) fora visitada por navegadores portugueses, espanhóis ou italianos a serviço da
Espanha. Os reis de
Portugal procuraram, desde o início, garantir descobertas de seus navegadores e desde 1443, várias leis reivindicaram o direito de navegação exclusiva nos mares reconhecidos por suas naus.
Em 1454, o
Papa Nicolau V ratificou a pretensão dos portugueses, reservando-lhes o direito exclusivo de navegação e comércio. Em
1474,
D. Afonso V mandou que aqueles que violassem essas determinações fossem mortos e seu bens confiscados pela coroa. O Tratado de paz de Toledo, entre
Espanha e
Portugal, ratificou esses direitos, que foram reafirmados nas ordenações Manuelinas (1514). Até 1580, houve pouca contestação internacional a essas pretensões, exceto pequenos conflitos diplomáticos causados pela ação de corsários protegidos pelos reis da
França e
Grã-Bretanha. Após 1580, contudo, a contestação cresceu, envolvendo também os holandeses em guerra com a
Espanha pela sua independência. Eles estenderam as ações bélicas contra
Portugal, após a união das duas Coroas e passaram à liberdade dos mares; na trégua assinada com
Felipe III (III de Espanha e II de Portugal), obtiveram o direito de navegar por esses mares, embora sob licença régia. Esse tratado marcou o início do fim do domínio exclusivo pelos portugueses dos mares que haviam descoberto e, após
1640, o princípio da liberdade dos mares estava solidamente estabelecido.
A partir do século XVII, começou a exploração hidrográfica do Atlântico, efetuada de início pelos
holandeses, depois pelos ingleses e franceses no século XVIII. No século XIX, foram organizados numerosos cruzeiros oceanográficos que permitiram a elaboração de uma detalhada carta
batimétrica do Atlântico.